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![]() AÇÕES DO BEM GESTÃO PARA TRANSFORMAR Paula
Monteiro
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Nº
280
Janeiro 2007 |
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| Tour de France |
Atuando
h ámais de cem anos no Brasil, o grupo AGF Seguros investe em
programas de inclusão social que já beneficiaram, diretamente, mais
de quatro mil moradores de comunidades carentes
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Melhorar a qualidade de vida dos moradores da Favela da Caixa D’Água – também conhecida como Comunidade Santa Rita –, no Bairro do Cangaíba/Penha, na zona leste de São Paulo. Esta tem sido a meta da Associação Beneficente e Assistencial dos Funcionários do grupo AGF Brasil Seguros (ABA) ao longo de seus 12 anos de existência, por meio da criação de vários projetos de cunho social. “São programas da área educacional que já auxiliaram, diretamente, mais de quatro mil pessoas da favela. Além de beneficiar, indiretamente, as famílias de todos os participantes”, avalia Max Thiermann, presidente da AGF Seguros.
O primeiro desses projetos, iniciado na mesma época da fundação da ABA, em 1994, e em pleno funcionamento até hoje, é o do Centro de Educação Infantil (CEI) AGF Júnior, voltado para o atendimento de crianças de zero a cinco anos. “Apoiado pela prefeitura municipal e com a parceria da Secretaria Municipal de Educação, o CEI atende, por ano, 200 crianças carentes, em período integral”, conta Thiermann. Criado na seqüência, em 1996, o Núcleo de Alfabetização de Adultos tem representado, ao longo dos últimos dez anos, uma oportunidade àqueles que não puderam estudar em idade escolar. Atualmente, atende 50 pessoas, com a parceria do Centro de Integração Empresa–Escola (CIEE).
Sob a coordenação da psicóloga e pedagoga Maria Rosejane de Oliveira desde 1997, a ABA detectou a necessidade de ampliar sua atuação quando as primeiras turmas do CEI AGF Júnior se formaram. Para dar continuidade ao atendimento a crianças, a associação lançou, em 1999, o Projeto Vida Nova. Anualmente, 170 crianças e adolescentes dos 6 aos 17 anos participam de atividades artísticas, esportivas, além de aulas de inglês e de informática realizadas sempre em período complementar ao horário escolar.
Mudança de atitude – Os integrantes do Vida Nova com idade a partir dos 14 anos têm ainda a oportunidade de participar do processo seletivo do Projeto Aprendiz, para concorrer a uma vaga de emprego na AGF Seguros. Em prática desde 2000, o Aprendiz inclui as fases de teste, entrevista e adaptação. “Os jovens selecionados estagiam por dois anos na companhia e, depois desse período, passam por nova avaliação para uma possível efetivação na empresa”, conta Thiermann. Uma condição exigida para participar do treinamento é freqüentar a escola e ter boas notas. “Aqueles que repetem o ano escolar são excluídos do programa”, completa o executivo. Dentre os vários adolescentes do Projeto Vida Nova aprovados como aprendizes, quatro já foram efetivados como funcionários da companhia.
No início deste ano, a AGF Seguros lançou o Programa de Capacitação de Adolescentes, com o objetivo de proporcionar treinamento completo aos jovens do Projeto Vida Nova e a estudantes de uma escola pública do Bairro do Cangaíba/Penha, na zona leste da capital paulista, para a sua inclusão no mercado de trabalho. Desenvolvido em parceria com o SENAC (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial), o programa beneficiará inicialmente 30 selecionados, que receberão 330 horas de aulas de administração de empresas, comunicação, empreendedorismo, comportamento no trabalho, qualidade de vida, entre outras disciplinas.
Com investimentos anuais da ordem de R$ 1,2 milhão, em média, a ABA – que possui 45 profissionais contratados – também oferece oficinas de informática para jovens e adultos que não estão inseridos nesses projetos. “É uma maneira de ampliar o acesso a essa ferramenta indispensável para a atuação no mercado de trabalho”, considera o presidente da AGF Seguros. Juntos, os programas beneficiaram 480 pessoas somente em 2006. “Para este ano, a estimativa é a de um investimento de R$ 1,5 milhão, incluindo as atividades do novo projeto, para a capacitação de adolescentes”.
Os resultados até aqui obtidos são inquestionáveis. Entre as crianças atendidas pelo CEI não há registro de casos de desnutrição infantil, enquanto os jovens participantes do Vida Nova, vislumbrando a possibilidade de conseguir um emprego e iniciar uma carreira profissional, não se deixam influenciar pela ociosidade, a precariedade e a violência do ambiente da favela. Prova de que a mudança de atitude é só uma questão de oportunidade.
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