INTELIGÊNCIA
EMPRESARIAL
“Ser vencido é aceitável, ser surpreendido
é imperdoável”. A citação de Napoleão, a qual abriu a palestra patrocinada
pela Consultoria Crescendo, sintetizou o objetivo da apresentação realizada
em dezembro pela CCFB–SP: mostrar como as empresas podem tirar proveito
de informações para aumentar sua eficiência e lucratividade. A idéia da
Inteligência Empresarial Antecipatória é justamente essa: gerar valor econômico
a partir de um processo coletivo de criação de sentido, transformando os
sinais fracos em informações altamente estratégicas para as empresas. Para
saber mais detalhes sobre o assunto, leia a síntese da apresentação no site:
www.ccfb.com.br.


Para os 40 adolescentes que estiveram na Câmara de Comércio França–Brasil, em São Paulo no fim do mês de dezembro, a visita significou bem mais do que um passeio. A idéia do convite, estendido aos alunos do curso de formação profissional financiado pela CCFB–SP, era mostrar o que faz uma câmara de comércio e como atua cada um de seus profissionais. Sueli Lartigue abriu o evento apresentando o organograma da entidade e salientando a importância de cada integrante da equipe. Segundo Célia Marçola, diretora da ONG Voz Ativa e responsável pela coordenação do curso de formação, era a primeira vez que muitos desses jovens entravam numa empresa. “Para eles é uma oportunidade de conhecer um universo diferente”, diz.
Envolvendo aspectos como ética, desenvolvimento intelectual e profissional, o curso foi concebido para atender jovens entre 15 e 24 anos, em sua maioria moradores da periferia. “Um dos fundamentos do programa é aumentar a autoconfiança desses adolescentes. Por isso, trabalhamos com diferentes eixos, desde o aprofundamento do conhecimento até a discussão de valores como moral, justiça e ética, além de procurar despertar dons e talentos que eles já possuem”, afirma a educadora Ana Bela.
Por meio do LIF em Ação, nome dado ao programa de formação profissional, foram disponibilizadas 120 vagas, disputadas entre os jovens da comunidade onde está sediada a Voz Ativa, como Kelly Silva Oliveira, de 19 anos. “É uma grande oportunidade para nós”, afirma. Diante do grande interesse pelo curso e, sobretudo, da alta taxa de exclusão social que afeta uma parcela importante da sociedade brasileira, o líder do projeto na CCFB, François Dossa, presidente do Banco Société Générale, lançou o desafio de ampliar o número de vagas, beneficiando um público bem maior. “Temos que pensar grande: mil, dois mil, cinco mil jovens. Podemos fazer o projeto crescer”, defende.
Esse objetivo é compartilhado por Carla Beira, gerente de responsabilidade social e desenvolvimento sustentável Accor Services, diretora de projetos sociais do Instituto Accor e coordenadora da comissão de responsabilidade social da CCFB–SP. “O sonho do LIF está se realizando. A idéia é formarmos uma corrente do bem que consiga mobilizar um número cada vez maior de empresas”, propõe.
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280
Janeiro 2007 |
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