TEMPO DE
MUDANÇAS

    
    
  




   
   
     
     
      

EDITORIAL


MICHEL DURAND MURA,
é presidente da CCFB e da Eurocâmaras

   
 Nº 282
Maio/Junho 2007
 
 
  Tour de France

Novos ventos passaram pela Câmara de Comércio França–Brasil neste início de 2007, trazendo uma série de novidades. A AGE/AGO, realizada em março, é um divisor de águas que marca o começo de uma dinâmica diferente na CCFB. Tivemos uma mudança importante de estatuto, a partir da qual passamos a operar como uma estrutura “nacional”, substituindo a “federal” que vigorava até então. Continuamos como uma entidade jurídica única, responsável pela estratégia, comunicação, consolidação de contas, auditoria e tesouraria. Por outro lado, a nova organização concede plena autonomia às Câmaras Regionais, antes chamadas de seções, para gerenciar suas atividades e serviços.

É importante destacar que esse modelo já dá mostras de sua eficácia: Paraná e Santa Catarina iniciaram conversas para unir suas atividades e assim ganhar mais força. O Rio de Janeiro criou duas comissões: Energia e SMSQ (Saúde, Meio Ambiente, Segurança e Qualidade), além de reestruturar seu serviço comercial. São Paulo, por sua vez, anunciou o Prêmio Exportação e Importação 2007, criou a Comissão de Inteligência Econômica e começou os trabalhos do Serviço de Formação Profissional. Passou, também, a fazer representação de salões internacionais e colocou em funcionamento a VIE (Volontariat International en Entreprise).

A entrada de representantes de grandes empresas nas diretorias regionais também merece ser destacada. A partir dessa contribuição adicional em termos de experiência executiva e rede de contatos, acreditamos que poderemos promover um ritmo compatível com os desafios de crescimento e melhorias que buscamos para a nossa Câmara. O próprio Comitê Executivo, órgão responsável pela direção nacional da CCFB, com sua nova composição que concilia a visão dos recém-eleitos com a daqueles que já atuam há algum tempo, cria um equilíbrio entre a vontade de mudança e a experiência da vida associativa.

Na sua primeira reunião, o Comitê Executivo definiu as prioridades para os próximos meses. Entre elas, podemos citar: a reflexão sobre a Missão, a Visão e os Valores da entidade; a criação de um Manual de Governança Corporativa; a revisão dos regulamentos internos regionais; o desenvolvimento de uma base de dados das empresas associadas e a preparação do Ano da França no Brasil, previsto para 2009.

Por fim, não podemos deixar de falar da Eurocâmaras, responsável pela organização do III Fórum Europeu. Também com seu estatuto revisto e atualizado a partir da nova gestão, essa entidade tornou-se mais flexível e dinâmica. A organização ou participação em vários eventos, destacando-se o Seminário de Propriedade Intelectual, o estreitamento das relações com a Comunidade Européia e a Organização das Câmaras Européias Internacionais (EBO), além da consolidação da comunicação institucional com a Delegação da União Européia, em Brasília, são alguns dos frutos colhidos.

Agora que se está desenhando uma parceria estratégica entre o Brasil e a União Européia, a qual culminará com a visita do presidente Lula primeiro a Lisboa, para um reunião de cúpula bilateral, e depois a Bruxelas, no início de julho, para uma conferência sobre biocombustíveis, acreditamos que vivemos o momento ideal para pisar no acelerador e investir mais na Eurocâmaras.

 
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