Região de vôo
Île de France, decolagem de castelos de Loire
Île de France, Borgonha, Provença, Vulcões da Auvergne, Perigord, Champagne
e Ardèche
Alsácia
Tours, região do Vale do Loire
Proximidades do Mont Blanc
Proximidades do Mont Saint-Michel
Sul da França, proximidades de Uzès
Béarn, Pireneus Atlânticos
Picardie
Midi-Pyrénées e parte da Aquitaine
Vosges e Jura
Reúne o contato de profissionais e clubes de balonismo
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TOUR
DE FRANCE A
FAVOR Embarque
a bordo de um balão ou montgolfière, como chamam os franceses, para
um passeio Camila
Teixeira, |
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Nº
282
Maio/Junho 2007 |
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| Tour de France |
A França vista do céu não é um privilégio exclusivo do respeitado fotógrafo francês Yann Arthus-Bertrand, conhecido por suas inúmeras imagens aéreas registradas ao redor do mundo. Sobrevoar de balão os principais cartões-postais do país com a calma necessária para apreciar a paisagem é uma possibilidade concreta e acessível ao grande público. A melhor prova disso são os inúmeros passeios que podem ser realizados em quase todo o território francês e em diferentes épocas do ano. Apesar de não existirem estatísticas disponíveis sobre a atividade, especialistas da área afirmam que a modalidade atravessou nos últimos dez anos um período de evolução e profissionalização. Os indicativos são o aumento do interesse por parte dos turistas e o crescimento do número de companhias que oferecem esse tipo de serviço – atualmente em torno de 20 –, além dos cerca de cem clubes de balonismo espalhados pela França. Frédéric Ragot, diretor da Air Pégasus, empresa que realiza vôos na região de Île de France, explica que no início essa era uma prática altamente elitizada. “Com o tempo, passamos a oferecer passeios para um número maior de pessoas com preços mais razoáveis”. Para Jean-Christophe Brassard, diretor da Air Magic Loire Valley, que atua no Vale do Loire, o aumento da capacidade de transporte de quatro para 20 passageiros representou um avanço para a atividade no país. “O turismo aéreo, em especial os roteiros de balão, tem ainda um bom potencial de desenvolvimento pela frente”, avalia. Se o número de passageiros franceses tem crescido nos últimos anos, o índice de turistas estrangeiros interessados nesse tipo de aventura ainda permanece estável. “Na maioria dos casos, as pessoas simplesmente desconhecem esse tipo de passeio. Somente quando chegam aos hotéis é que recebem informações sobre os vôos de balão – o que quase sempre impossibilita a realização da viagem”, explica Brassard. De acordo com ele, o ideal é o turista fazer um planejamento antecipado, buscando informações nos sites das empresas especializadas nessa prática (veja boxe) ou nas operadoras de turismo. Vistos do solo, os monumentos turísticos, as paisagens e as cidades francesas já impressionam grande parte das pessoas. Vê-los de cima, sob uma nova perspectiva, pode ser uma experiência realmente inesquecível. Decolar nas proximidades do Monte Saint-Michel, sobrevoar lentamente os vilarejos típicos da região de Colmar e o Vale dos Vosges, na Alsácia, observar as crateras dos vulcões adormecidos da Auvergne ou apreciar as paisagens luminosas da Provence a bordo de um balão são programas ideais para se incluir em um próximo roteiro de viagem. O preço da aventura é um pouco salgado – um passeio tradicional de uma hora pode custar entre 200 euros e 300 euros por pessoa – mas a sensação de brisa no rosto e liberdade compensam o investimento. Jardins simétricos – Uma das localidades mais procuradas pelos turistas é o Vale do Loire, conhecido por reunir os castelos mais imponentes da França. Um vôo sobre a região, entre 300 m a 500 m acima do solo, a uma velocidade de cerca de 20 km/h, pode transformar-se numa verdadeira viagem histórica, rica em descobertas. Se os ventos permitirem, o passageiro será levado a visitar os châteaux mais famosos do mundo e a observar a beleza simétrica de seus jardins. Jane Janvier, diretora da France Montgolfière, especializada em roteiros aéreos por diversas partes da França, inclusive no Vale do Loire, diz que todo vôo pode trazer boas surpresas aos passageiros. “De manhã, é possível observar animais selvagens, como javalis, lebres, veados e cervos”, conta. Os passeios realizados no fim da tarde também reservam cenas inesperadas. “Esta é a hora em que as famílias começam a preparar um churrasco no jardim de suas casas”, relata Jean-Christophe Brassard. Pierre Bonnet, diretor da Air Escargot, empresa que atua na região da Borgonha, afirma que em baixas altitudes é possível conversar com os agricultores que estão trabalhando nos vinhedos. Se um vôo rasante a bordo de um balão permite aos passageiros o contato com quem está em solo, os realizados a altitudes entre 1.500 m e 2.000 m podem revelar a grandiosidade das paisagens francesas, como é o caso dos roteiros que sobrevoam a região dos Alpes. Gérard Issartel, da Alpes Montgolfière, explica que a decolagem é feita de uma plataforma localizada a 1.000 m de altitude. “Durante a viagem, é possível avistar o Mont Blanc”, ressalta. Outra proposta é a de partir numa miniexpedição pelos ventos alpinos, por 510 euros por pessoa. Nessa modalidade, os vôos atingem altitudes mais elevadas – a aproximadamente 3.000 m –, são mais longos – com duração de duas ou três horas – e reservados para no máximo três passageiros. “São 360° de beleza no coração dos Alpes. Um visual realmente fora do comum”, afirma Issartel. Diante de tantas possibilidades, como classificar um vôo de boa qualidade? Para Frédéric Ragot, da Air Pégasus, o primeiro passeio será sempre excepcional. “Porém, a aptidão do piloto em voar em altitudes variadas, o bom conhecimento da região, além de técnica para orientar o balão na direção desejada, influenciam diretamente a qualidade do vôo”, analisa. Os critérios que permitem avaliar o passeio são a distância percorrida – a partir de 20 quilômetros em relação ao ponto de partida –, a boa visibilidade, a travessia de paisagens variadas – como florestas, vales, rios, e vilarejos – e os pontos turísticos da região, além, é claro, de um pouso tranqüilo. “Informar-se antecipadamente e procurar profissionais regulamentados pela Aviação Civil Francesa também podem garantir um vôo agradável e seguro”, completa Issartel. Presente inusitado – Na França, o passeio de balão geralmente é associado a algum tipo de comemoração, como bodas e pedidos de casamento, aposentadoria, aniversários ou eventos empresariais. “Um vôo como este é uma maneira original de presentear alguém em datas especiais”, explica Issartel. Assim como seus concorrentes, ele afirma que cerca de 80% das viagens que realiza são feitas com esse objetivo. As empresas de balonismo turístico oferecem vôos em dois horários do dia: pela manhã, ao nascer-do-sol, ou no fim da tarde, pouco antes do pôr-do-sol – períodos em que as condições meteorológicas são favoráveis, com ventos inferiores a 20 km/h. Antes de embarcar numa aventura como essa, há detalhes importantes que o passageiro deve conhecer. Um deles é o de não existirem vôos em determinadas regiões francesas, como no Sul do país e na Costa Litorânea, onde o vento e o calor são abundantes e nada favoráveis aos passeios de balão. Mais um detalhe é a confirmação do dia da aventura, feita apenas na véspera do dia programado – em decorrência das condições climáticas. Os interessados devem se lembrar, também, de que, apesar da possibilidade de orientar um vôo em certas direções, é impossível dirigir completamente um balão. Isso porque, ao atingir determinada altitude, ele passa a fazer parte de uma corrente de ar, e acaba, portanto, seguindo a direção do vento. “Quando voamos, não temos destino certo e não sabemos especificamente aonde iremos pousar”, afirma Jean-Christophe Brassard. A aterrissagem é feita geralmente em campos não cultivados, sem fios elétricos nas proximidades e que possibilitam o acesso dos veículos 4X4 das agências de turismo. “Por essa razão, os pilotos começam a procurar um terreno para o pouso depois de 45 minutos de vôo”, acrescenta. No entanto, entre a preparação do balão para a decolagem, o vôo e a pós-aterrissagem – quando os passageiros são convidados a brindar a aventura com champanhe –, a diversão pode chegar a três horas de duração. Jantar e trekking – Se para alguns a idéia de fazer um passeio de balão já parece bastante original, para os profissionais da área é necessário ir em busca de novidades. A Air Pégasus, por exemplo, propõe serviços diferenciados como coquetel para pequenos grupos ou jantar romântico a bordo, com decolagem de um castelo da região do Vale do Loire. Frédéric Ragot diz que desde que lançou a idéia, há aproximadamente três anos, já realizou cerca de 150 vôos-jantar. A queima de fogos de artifício feita do alto de um balão, normalmente voltada para eventos especiais, também faz parte dos serviços da agência. Uma opção bastante original alia a atividade de trekking a um passeio de balão, modalidade registrada pela Air Magic Loire Valley. Neste passeio, um grupo embarca pela manhã e sobrevoa a região do Vale do Loire. O objetivo é o de identificar no mapa sua localização exata, em relação a vilarejos, rios e bosques. Depois do pouso, os passageiros começam a caminhada de volta para casa. “Procuramos voar dentro de um raio de 20 quilômetros para que as pessoas possam percorrer o roteiro de volta a pé sem dificuldades”, diz Brassard, diretor da empresa. Roteiros casados, como um fim de semana em hotel de luxo, acompanhado por uma volta de balão, também são bastante procurados pelos turistas. O Château d’Esclimont, localizado entre Chartres e Rambouillet, pertencente à rede de hotéis quatro-estrelas Grandes Etapes Françaises, oferece pacote que inclui pernoite e viagem de montgolfière com jantar a bordo por 590 euros por pessoa. O pernoite e o passeio tradicional, sem jantar, saem por 360 euros. Já o hotel La Bonne Etape, localizado na Haute Provence e integrante da rede Relais & Château, oferece um pacote semelhante. Para embarcar nessa aventura, os interessados têm de desembolsar 880 euros por casal por uma noite nesse charmoso lugar, com jantar e café da manhã incluídos e o passeio de balão. Mais uma variedade nas proximidades do Vale do Ródano é o Château de La Motte, que propõe serviços parecidos por 695 euros para duas pessoas. |
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