CÂMARA EM DESTAQUE
RESPONSABILIDADE PREMIADA
Depois de avaliar 53 ações sociais – desenvolvidas por empresas brasileiras e francesas – a VI Edição do Prêmio LIF anunciou, em junho, o nome dos cinco projetos ganhadores, em um grande evento que reuniu associados da CCFB, autoridades governamentais do Brasil e da França e agentes de responsabilidade social. Desde sua criação, o LIF já contabilizou 417 projetos recebidos, sendo, em 2007, a área de educação a recordista em número de inscrições (40%). Saúde, cultura, meio ambiente e instituições de pequeno porte/ONG corresponderam a 15% cada. Com a maioria das iniciativas desenvolvidas no Estado de São Paulo, um dos fatos curiosos dessa edição é que mais da metade dos projetos não contou com incentivo fiscal. Segundo o presidente da CCFB, Michel Durand Mura, esse dado demonstra o importante papel assumido pelas empresas. “Cada vez mais comprometida com a prática da responsabilidade social, a iniciativa privada vem desenvolvendo ações e propondo novas dinâmicas, independentemente do apoio do setor público”, afirma.
(Da esq. p/ a dir.) Sueli, da CCFB; Ruth, da IBM; Noemia, do Pinheiro Neto, e Cenise, pres. do júri
Considerada uma das melhores alternativas ambientais para o problema do aquecimento global, a energia nuclear foi tema da palestra Perspectivas para a energia nuclear e a viabilidade de Angra 3, apresentada, em junho, pelo presidente da Eletronuclear, Othon Luiz Pinheiro, aos associados da CCFB–RJ. Encontrada em abundância em solo brasileiro, a reserva de urânio é hoje a sexta maior do mundo, correspondendo a apenas 30% da área prospectada. Segundo Pinheiro, em 2007, os técnicos da Eletronuclear vão começar os estudos para a instalação das próximas centrais
PERSPECTIVA ENERGÉTICA
termonucleares do país. A intenção da estatal,
após Angra 3, será a construção de usinas no Nordeste e no Sudeste. “O Nordeste foi escolhido por sua localização, praticamente na ponta do sistema interligado nacional”, justificou o executivo.
ESPAÇO PARA O DEBATE
(Da esq. p/ a dir.) Falkenberg, da UE e negociador-chefe para o Mercosul;
Acker, da Basf; Barbosa da Fiesp, e
Didonet, diretor do Itamaraty
(Da esq. p/ a dir.) Alquéres, da Light e daCCFB–RJ, e Mura da Eurocâmaras e da CCFB
A aliança estratégica entre Brasil e União Européia e o desenvolvimento dos biocombustíveis foram o destaque do III Fórum Europeu, realizado pela Eurocâmaras, em junho. O evento reuniu autoridades responsáveis pelas negociações do Mercosul e da União Européia (UE) e especialistas do setor energético, promovendo, em seus painéis, debates sobre o futuro da aliança da Europa e do Brasil/Mercosul. Michel Durand Mura, presidente da Eurocâmaras e da CCFB, reforçou a importância do encontro de porta-vozes nacionais e internacionais. “Foi interessante organizar um evento que revela visões diferentes e ao mesmo tempo complementares de um assunto atual e de importância mundial”, diz. Além dos debates, o fórum foi palco do primeiro encontro entre o diretor do departamento de negociações internacionais do Itamaraty, Evandro Didonet, e o diretor-adjunto de comércio da UE e negociador-chefe para o Mercosul, Karl Falkenberg, que revelou o interesse em estreitar o diálogo entre o Brasil e o Mercosul. Em um painel exclusivo de discussão, o biodisel foi apontado por especialistas como uma das principais alternativas do setor energético. Para Jorio Dauster, presidente do Conselho Brasil Ecodiesel, a necessidade de reduzir a dependência estratégica de energia, seja de gás ou de petróleo, é um dos fatores que devem impulsionar o crescimento do uso de combustíveis alternativos. “Devemos ser líderes na produção de biodiesel no futuro, o que vai garantir, além da sustentabilidade ambiental, a inclusão social”, explica. A energia nuclear também foi um dos destaques do evento. Leonan dos Santos Guimarães, chefe de gabinete da presidência da Eletronuclear, apresentou os principais aspectos da produção e uso desse tipo de energia. “A energia
nuclear não pode ser considerada uma substituta da hidroelétrica, mas sim um complemento. Qualquer solução para o problema da crise energética deve, necessariamente, contemplar o uso de várias alternativas. Temos de pensar de forma mais abrangente”, concluiu.
APOIO À INOVAÇÃO
Principal estratégia competitiva das empresas, a inovação foi destaque do workshop O Desafio da Inovação nas Organizações, ministrado pelo prof. Soumodip Sarkar – Ph.D. da Universidade de Évora, de Portugal –, durante o 1o Seminário IAG/PUC–Rio – Inovando para Competir. Promovendo debates sobre questões relacionadas ao tema como: O que é inovação? Qual a relação entre inovação e crescimento da empresa? Quais são os tipos de inovação?, entre outras, o evento, realizado em julho, recebeu o apoio da CCFB–RJ.
TRANSFERÊNCIA DE SAVOIR-FAIRETT
Em acordo de cooperação, o Estado do Paraná e a região francesa de Rhône-Alpes promovem, atualmente, duas ações, coordenadas pela CCFB–PR. Profissionais brasileiros graduados – que desenvolveram projetos de negócio com Rhône-Alpes – concorrem a cinco bolsas de estágios na França, com viagem programada ainda para 2007. Um curso superior de técnica de produção de queijos, com assistência e transferência de savoir-faire da École Nationale des Industries du Lait et de la Viande (ENILV), localizada em La Roche sur Foron, será implantado em um dos câmpus da Universidade Estadual de Ponta Grossa, localizado na cidade de Castro, principal centro produtor de leite do estado.
Annecy, em Rhône-Alpes

RELAÇÕES COMERCIAIS
Em evento inédito promovido pela CCFB–RJ – que reuniu as Câmaras de Comércio Britânica, Alemã, Italiana e Portuguesa – o conselheiro-chefe da Seção para Assuntos Comerciais da União Européia, Fabian Delcros, falou sobre o interesse de companhias européias em reforçar o comércio com os países do Mercosul, apontado, em pesquisa realizada com 60 associações comerciais em Bruxelas, como prioridade dos exportadores europeus, ao lado de China e Índia. Entre os países emergentes, o Brasil ficou em terceiro lugar, na frente da Rússia. De acordo com Delcros, para viabilizar o estreitamento das relações entre os dois blocos econômicos, discutido há mais de dez anos, será necessário transpor barreiras tanto nas negociações comerciais, quanto em questões jurídicas, que envolvem recursos da Organização Mundial do Comércio. Este será o objetivo das ações da representação da UE no Brasil.

CURSOS PROFISSIONALIZANTES
Para proporcionar aos seus associados uma formação específica, a CCFB–SP, em parceria com conceituadas instituições de São Paulo, promove uma grade de cursos profissionalizantes, ministrados a partir do segundo semestre de 2007. Mais informações podem ser obtidas com Anne Marie de Bonneval, no e-mail anne.marie@ccfb.com.br ou pelo telefone: (11) 3088-2290. As vagas para esses cursos são limitadas.
Encontro ambiental – Em julho, a CCFB e a Comissão Meio Ambiente CCFB–RJ promoveram um café da manhã dedicado ao tema Meio Ambiente e Empreendimentos Hoteleiros. Em palestra, Claudia Semis, chefe da Divisão de Controle de Atividades de Extração Mineral, Infra-estrutura e Urbanização (Dican); o promotor Murilo Bustamante, da 1a Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Núcleo de Cabo Frio, e o professor de Direito Ambiental e advogado Paulo de Bessa Antunes, da Dannemann Siemsen Advogados, abordaram questões relacionadas ao licenciamento ambiental dos empreendimentos hoteleiros, à visão da Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente (Feema) e do Ministério Público e as formas de conciliação do potencial turístico e econômico com a proteção ambiental.
    
    




   
   
     
     
          
 Nº 283
Julho/Agosto 2007
 
 
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